quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Polícia Civil muda orientações para registro de desaparecimentos no Rio de Janeiro.

Na tentativa de melhorar as investigações e diminuir o número de desaparecidos no estado, que registrou ano passado 446 casos a mais que em 2011, a chefe de Polícia Civil, Martha Rocha, publica nesta terça-feira no Boletim Interno da instituição uma portaria determinando que o registro de desaparecimento seja feito no ato da comunicação e em qualquer delegacia.

O policial que informar que o caso só poderá ser registrado após 48 horas do desaparecimento responderá a sindicância. Martha esclarece que esse prazo nunca existiu. “Quanto mais cedo a Polícia Civil tiver conhecimento do desaparecimento, maior será a probabilidade de êxito nas investigações”, explicou ela.

Além do registro imediato, a portaria determina que, no momento da comunicação, uma pesquisa sobre a pessoa seja feita no Portal de Segurança — que contém dados pessoais — e demais fontes. Se a vítima tiver tatuagem ou piercing, entre outras marcas, essas informações deverão constar do registro, assim como foto.

Se o lugar do fato for informado, a polícia deverá seguir imediatamente para o local. Se a vítima sumiu de carro, a Divisão de Roubos e Furtos de Automóveis e Centro de Comunicação e Operações (Cecopol) deverão ser informadas, assim como hospitais e clínicas.

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