sexta-feira, 1 de março de 2013

Casamento Abalado entre PMDB e PT.

JORGE PICCIANI, presidente do PMDB no Rio, partiu para o ataque contra o PT. Depois de ameaçar romper a aliança com a presidenta Dilma, caso o senador petista Lindbergh Farias mantenha a candidatura a governador, ontem(28/02) ele esculachou geral. Ele chamou o senador de covarde e calhorda (pessoa desprezível, patife e pulha, segundo o dicionário Aurélio).
Eles destruíram o Rio
Com ares de quem está cuspindo marimbondo e soprando brasas pelas ventas, Picciani foi muito mais além. Justificou que Lindbergh destruiu Nova Iguaçu (quando foi prefeito) e o PT destruiu o Rio quando Benedita da Silva (que era vice) assumiu o cargo de governadora por dez meses, no lugar de Garotinho (PR). Atualmente os dois são deputados federais.
Culpa será dos petistas
Na entrevista que concedeu ao jornalista Guilherme Amado (ontem no Extra), Picciani também mandou recado direto para a presidenta Dilma.
Disse que o PMDB no Rio apoia a reeleição dela. Mas ressaltou que, caso o partido não suba no mesmo palanque de sua campanha de reeleição, a responsabilidade é do PT nacional. 
Senador acompanhando a rotina de Messias em Japeri.
Lindbergh continua
O ex-presidente Lula passou boas horas da quarta-feira com o governador Sérgio Cabral, de quem recebeu pomposos elogios e exagerados mimos. Mas deram a entender (pelo menos aos jornalistas) que evitaram falar sobre Lindbergh e o PMDB do Rio. Enquanto isso, o senador petista dava os últimos retoques na “caminhada da cidadania”, que é o nome dado pelo PT às visitas do senador pelos municípios do estado – as quais prosseguem hoje em Japeri. 
Reflexos do racha PMDB-PT (RJ)
O racha entre o PMDB e PT deverá ter seus reflexos em várias bancadas na Assembleia Legislativa (Alerj). As duas bancadas já fazem beicinho, uma para a outra, e as matérias de interesse do governador deverão sofrer as consequências.
É DE SE ESPERAR, segundo alguns parlamentares, que a oposição aos interesses de Sérgio Cabral cresça como nunca. Tanto que o presidente da Casa, Paulo Mello, passou sufoco para aprovar o reajuste de 10% do Piso Regional de Salário. 

Entrevista do Presidente do PMDB- RJ ao Jornal Extra.
Jorge Picciani: ‘PT foi calhorda e Lindbergh, covarde'
Uma sonora gargalhada é o que Jorge Picciani oferece a quem lhe pergunta se o ataque ao PT se deve à mágoa pela derrota ao Senado em 2010. Presidente estadual do PMDB de Sérgio Cabral e Eduardo Paes, ele garante que não tem rancor pela derrota ao Senado. Mas, em entrevista exclusiva ao EXTRA, Picciani demonstra que, diante dos últimos movimentos de Lindbergh Farias, não é exatamente nobre o sentimento que nutre por ele e pelo PT do Rio. O senador petista sonha com a cadeira do governador Sérgio Cabral e o PMDB já anunciou que seu candidato é Luiz Fernando Pezão. Os peemedebistas ameaçam não apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff se Lindbergh for mesmo candidato.

Petistas o acusam de chantagem. Como o senhor vê isso?
Não é chantagem. Não precisa ser um grande pensador para entender isso. Nem espero que esses petistas sejam grandes pensadores. Sempre fizemos um esforço para a aliança, mas com altivez. Quem faz chantagem é o PT. Lindbergh foi covarde e o PT, calhorda, ao tentar dividir o estado do Rio entre pobres e ricos, quando diz no programa que a Barra tem metrô e o subúrbio não tem trem de qualidade. O Lindbergh destruiu Nova Iguaçu. A ruptura partiu deles. Terão troco à altura.

O senhor tem mágoa pela derrota em 2010 para o Lindbergh, na disputa ao Senado?
(Risos) Pelo contrário. A grande virtude que eu tenho é não hospedar mágoa. Gostaria de ter sido senador, mas Deus é quem decide. Tive mais de três milhões de votos. Apoiei o Lula em 2002, abrindo uma dissidência, pois o Cabral e o Moreira Franco (hoje ministro dos Assuntos Estratégicos) não queriam. O PT não me apoiou. O Lula e a presidente Dilma pediram votos para o Crivella (senador licenciado e ministro da Pesca). Eu, derrotado, com uma cirurgia de câncer marcada, sangrando, desmarquei a operação e fui fazer carreata com a Dilma em Caxias. É difícil ver esse rapaz, de forma açodada, querer dividir o Rio.

O que o governador e o prefeito acham do assunto?
Você acha que alguém que preside um partido do tamanho do PMDB toma essa posição se não fosse a mesma do governador, do prefeito, dos deputados? O PT já destruiu o Rio nos dez meses da Benedita (da Silva, ex-governadora). E Nova Iguaçu. Se quiserem partir para o pau, vamos. É difícil alguém ganhar quando nós temos o governador e o prefeito da capital.

Se o PMDB não estiver no palanque de Dilma, vai estar no de outra candidatura?
A candidata é a presidente Dilma. O esforço é ficar no palanque dela. Caso não consigamos, não sei onde estaremos. Talvez em outra candidatura. Mas o PT nacional é responsável.

Vai se candidatar ao Senado?
Meu candidato é Francisco Dornelles (senador pelo PP). Se ele não for, vai ser para dar solução dentro do grupo político. Mas essa decisão é dele. Outra opção para a vaga do Senado, nesse caso, é o governador Cabral, se ele quiser. Eu só decido em 2014 o que fazer.

O secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, será o candidato a vice de Pezão?
É só ele assinar a ficha de filiação. Quem trata disso com ele é o governador. Como vice, ele vai coordenar a segurança com a mesma autonomia. Se quiser que as áreas de segurança e social fiquem juntas, ele terá isso.

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