quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Governador assina contratos para compra de tubulações de água para Baixada Fluminense.

O governador Luiz Fernando Pezão assinou, na tarde desta terça-feira, no Palácio Guanabara, 30 contratos para compra de 410 quilômetros de tubulações em ferro fundido e PVC para as obras de ampliação do sistema de abastecimento de água em sete municípios da Baixada Fluminense. Orçados em R$ 96 milhões, os contratos fazem parte de um pacote de obras de R$ 3,6 bilhões, em parceria com o governo federal, que prevê a duplicação da estação do Guandu, a instalação de 17 novos reservatórios de água e a colocação em plena operação de outros nove reservatórios remanescentes do Programa de Despoluição da Baía de Guanabara. Os tubos serão assentados nos municípios de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Queimados, Belford Roxo, São João do Meriti, Mesquita e Nilópolis. A universalização do abastecimento na Baixada foi uma das promessas de campanha de Pezão. Na cerimônia de assinatura dos contratos, o governador pediu agilidade aos técnicos da Cedae na implantação do projeto e disse que fiscalizará pessoalmente o andamento da obra.

— Quando eu disse que queria fazer essa operação (financeira para levar água à Baixada), ninguém acreditou. Só eu acreditei, sem demérito para ninguém. Vocês vão ter um leão na Baixada atrás dessas obras. O fiscal dessa obra sou eu. Eu sei o que eu apanhei na Baixada. Caminhava oito horas e em sete ouvia que as pessoas estavam sem água. Somos o segundo estado da federação e não podemos ouvir isso. Estamos começando a pagar uma dívida. Eu quero tirar isso do papel — disse Pezão aos técnicos da Cedae e fornecedores da empresa, numa referência às demandas que recebeu da população durante a campanha eleitoral.

Do total de recursos que serão investidos nas obras, R$ 3,2 bilhões são oriundos de um empréstimo contraído pela Cedae com a Caixa Econômica Federal. Os outros R$ 400 milhões são a contrapartida do Estado no projeto. A previsão é que a ampliação do sistema beneficie três milhões de moradores da região. Segundo a Cedae, a compra das tubulações está sendo feita em separado das licitações para as obras para agilizar o processo. De acordo com o presidente da companhia, Wagner Victer, a ideia é já ter o material disponível quando forem conhecidas as empresas vencedoras das concorrências. As obras foram divididas em nove lotes e a previsão é que os resultados das licitações, que já estão em curso, sejam conhecidos em 45 dias. As ordens de início para as frentes de trabalho devem começar a sair em janeiro.

— Esperamos começar a entregar as primeiras obras prontas em um ano. E todo o sistema em até três anos — afirmou Pezão.

Sobre a implantação de redes de esgoto na região, o governador disse que ainda estuda o melhor modelo para universalizar o saneamento básico na área. Pezão, que já havia levantado a possibilidade de fazer uma Parceria Público Privada para tirar do papel as redes de esgoto na Baixada Fluminense, disse que começa agora a discutir a melhor modelagem do projeto.

— Já temos alguns modelos, mas primeiro tinhamos que resolver o problema da água. Sem água não se faz esgoto. Vamos começar a ver o melhor modelo para a região — disse.

Questionado sobre uma eventual crise da água no Rio, por conta da estiagem de chuvas, Pezão afastou a possibilidade de desabastecimento.

— A gente tem hoje garantia de abastecimento para o Rio e Região Metropolitana. Vamos ainda fazer a empresa (Cedae) avançar no combate às suas perdas. Está começando as chuvas. Vamos esperar um pouco. Hoje não há risco.

Fonte: Extra

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