terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Deputados estaduais e federais eleitos são diplomados pelo Tribunal Regional.


Os 46 deputados federais e 70 estaduais do Rio, seus respectivos suplentes, mais o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) e o vice Francisco Dornelles (PP), foram diplomados em cerimônia realizada nà tarde desta segunda-feira na Assembléia Legislativa do Rio (Alerj). Da região, participaram os eleitos federais Clarissa Garotinho (PR) e Paulo Feijó (PR), mais os estaduais Geraldo Pudim (PR), João Peixoto (PSDC) e Bruno Dauaire e Jair Bitencourt (PR).
Clarissa confirmou em seu blog que está preparada PARA defender o Estado e reiterou que fará campanha contra Eduardo Cunha (PMDB), que pretende ser presidente da Câmara. "Acho um grande mal PARA o País [se ele for presidente da Casa]", dispara. "Não concordo com essa postura de chantagem que ele faz", argumenta, acusando-o de lobista. Posicionando-se como defensora de direitos das mulheres, Clarissa promete ampliar o coro da bancada evangélica no Congresso.
Já Pudim considera que o momento exige reflexão. "Pela primeira vez na história tivemos um governador eleito com menor votação do que os votos nulos, em branco e abstenções. É um recado das ruas em torno do qual precisamos refletir, porque o povo emitiu sinais que não está satisfeito com o que aí está", comentou.
Bruno Dauaire lembrou do avô, enquanto dava entrevistas ao lado do pai, o ex-prefeito de São João da Barra, Betinho Dauaire. "Gostaria de dedicar esse diploma ao meu avô Alberto Dauaire, que trabalhou durante três décadas neste Parlamento. O que era um sonho tornou-se realidade", disse o jovem parlamentar, sempre também acompanhado do ex-presidente do PR de Campos, Wladimir Garotinho, um dos trunfos de sua campanha. A posse do governador e do vice será no dia 1º de janeiro, enquanto os deputados serão empossados no primeiro dia de fevereiro.

O encontro (ou confronto) entre defensores de teses e ideias tão diferentes ficou reservado para dois deputados mais votados do Rio - o estadual, Marcelo Freixo (Psol), e o federal Jair Bolsonaro (PP). Freixo ergueu cartaz com a frase "A violência contra a mulher não pode ter voz no parlamento", em referência à frase de Bolsonaro, que declarou, na última semana, que não estupraria a parlamentar Maria do Rosário (PT - RS) por ela "não merecer".

Bolsonaro foi o primeiro parlamentar chamado para receber o diploma, por ter sido o mais votado do Rio, com mais de 460 mil votos. Em resposta, Freixo, campeão de votos para Alerj, virou de costas para a tribuna, movimento seguido pelos outros parlamentares do Psol, e ergueu o cartaz contra as afirmações feitas por Bolsonaro na Câmara. "É SAUDÁVEL que o parlamento represente a diversidade da sociedade, mas é inadmissível qualquer discurso que ameace a democracia e incite o ódio, seja racismo, homofobia, ou violência contra a mulher. Isso vai contra a razão de ser do próprio parlamento", afirmou Freixo.

Em resposta, Bolsonaro atacou o deputado estadual. "Ele não é Marcelo Freixo, é Marcelo Frouxo. Ele deveria ter colocado uma melancia no pescoço ou abaixar as calças se queria tanto aparecer. Esse tipo de coisa não me incomoda de jeito nenhum, já tentaram dizer que sou homofóbico, racista, agora acusam de violência contra a mulher", declarou o deputado.

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