sexta-feira, 29 de maio de 2015

Bayer do Brasil deve ultrapassar a da China.

A Bayer vai concentrar seus investimentos no Brasil nas áreas de agronegócios e farmacêutica, com investimentos que somam neste ano R$ 213 milhões, um crescimento de 10% em relação ao ano anterior.

A decisão do grupo alemão de separar a divisão química dos demais negócios da companhia vai abrir espaço para o grupo se dedicar à expansão da área de sementes, sobretudo de grãos, e de medicamentos.

"A despeito do movimento de desaceleração da economia, temos confiança nos negócios do Brasil", afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo o presidente da companhia no Brasil, Theo van der Loo.

O País deve se tornar no próximo ano o terceiro maior faturamento da Bayer - atualmente é o quarto -, com o desmembramento da divisão química.


A companhia anunciou no ano passado que faria a separação dos negócios químicos, criando uma nova empresa, que deverá ser listada em bolsa, abrindo espaço para a saída da Bayer desse segmento.

O nome dessa nova empresa será divulgado no início da próxima semana e a separação total dos negócios será efetivada em setembro.

"O setor químico vive um momento delicado no Brasil, de falta de competitividade. Só ficam os que possuem escala", disse uma fonte à reportagem.

No ano passado, a Bayer registrou faturamento total de R$ 8,3 bilhões, um aumento de 18% em relação ao ano anterior.

A divisão de agronegócios (CropScience) respondeu por 66% do volume de negócio do grupo no País, com receita de R$ 5,45 bilhões, elevação de 24% nas vendas.

O segmento farmacêutico obteve faturamento de R$ 1,87 bilhão, alta de 14% ante 2014. Já o negócio de plásticos decresceu 2%, para R$ 961 milhões.

O grupo alemão definiu como estratégia se dedicar aos negócios denominados "ciência da vida", desvinculando-se de sua divisão química, que já não correspondia mais às expectativas da empresa.

No Brasil, a companhia tem uma fábrica química em Belford Roxo (RJ).

Com o desmembramento desse negócio, o Brasil passará a ter maior importância no faturamento global da empresa.

Em 2013, o País passou a ser a quarta maior subsidiária da empresa e a expectativa é de que em 2016 se torne a terceira maior em vendas, atrás dos Estados Unidos e da Alemanha.

A China hoje é a terceira maior, mas porque os negócios químicos têm uma relevância maior naquele país.

Fonte: Exame

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